A proteção do patrimônio de uma empresa envolve diversas práticas e rotinas. Para minimizar os riscos, as organizações especializadas em segurança devem investir.

Seja em ferramentas, ou em procedimentos, a empresa deve se municiar para oferecer a proteção e a segurança que dela se espera.

O que é segurança para empresas?

O conceito de segurança empresarial é amplo mas existem algumas definições próximas que sintetizam seu significado e o que representa.

Segurança empresarial é um conjunto de práticas estabelecidas e ações que têm como objetivo garantir a proteção dos bens de uma empresa.

Atua para combater danos e prejuízos como furtos, incêndios e demais ocorrências que possam envolver perdas materiais. Também age contra interferências como espionagem, roubo de informações e sabotagem.

Além disso, combate a perturbação e situações que ameacem a rotina de uma empresa.
Pode-se tratar então como um conjunto de medidas executadas para prevenir e garantir a integridade dos ativos de uma organização.

Mas atenção! Estes ativos não se tratam apenas de objetos. Eles são tangíveis e intangíveis, e devem ser igualmente protegidos de ameaças e riscos.

Ativos tangíveis

Ativos tangíveis são itens, objetos, materiais e até mesmo pessoas que uma empresa detém ou preza. São importantes para os negócios e para o andamento diário da organização.

Estes ativos representam os recursos e o patrimônio que impactam diretamente no dia a dia de uma empresa, seja qual for o meio em que ela está inserida.

Por isso, medidas estratégicas são tomadas para garantir o bem-estar e a manutenção destes ativos, já que sem ele a empresa não consegue desenvolver suas atividades.

Ativos intangíveis

Considera-se intangível a imagem, a percepção e o respeito que uma empresa apresenta diante da sociedade.
A visão que os colaboradores, investidores e sócios têm das empresas deve ser preservada a todo custo, já que ela dita as reações e as ações dos diretamente envolvidos.

A segurança empresarial deve então agir e zelar para que o ambiente físico seja resguardado de qualquer interferência que possa atrapalhar ou ameaçar o andamento das atividades dos profissionais.

Isso tudo para garantir a proteção e a segurança do patrimônio, dos colaboradores, da imagem e da ética que a empresa prega.

Tipos de serviço

Como o conceito de segurança para empresas é amplo, foi preciso que os serviços também se expandissem para atender a todas as necessidades dos contratantes. 

Ao realizar os planos estratégicos para ação, a empresa deve direcionar os recursos e buscar entender os pontos críticos para elaborar um plano preciso e eficiente.

Em alguns casos, é necessário que determinadas medidas sejam tomadas para que o sucesso do planejamento aconteça. Por isso, é preciso definir o tipo de ação e o serviço que deverá ser prestado.

Vigilância patrimonial

Em suma, a vigilância patrimonial é uma atividade autorizada e fiscalizada pela Polícia Federal. Para sua execução é preciso que os profissionais passem por cursos específicos de formação de vigilantes.

Só após os cursos, estes profissionais podem exercer as funções ligadas às empresas, como a proteção de imóveis e pessoas.

A vigilância patrimonial deve ser pautada em ações de combate e prevenção de riscos para uma instituição. Ainda assim, as ações podem ser no ambiente da empresa ou em seu entorno.

Deve-se também haver atenção à aplicação de serviços com o uso de ferramentas tecnológicas, armas de fogo e sobretudo, aparatos de comunicação para facilitar a interação e garantir a segurança para os ativos da empresa.

Englobam as funções da vigilância patrimonial:
1. Rondas
2. Supervisão 24 horas
3. Controle de Acesso
4. Segurança Armada e desarmada

Escolta armada

A escolta armada é um serviço muito comum prestado por empresas de segurança privada.

Praticada por profissionais credenciados e preparados, com crivo da Polícia Federal, essa modalidade ajuda a proteger o envio e o recebimento de recursos.

Na prática, protege o transporte de valores, cargas preciosas e ativos de modo geral.

No entanto, para praticar essa função, a empresa deve atender a alguns requisitos básicos, como ter ao menos 1 ano com experiência em vigilância patrimonial. A regra se aplica também aos agentes.

Os vigilantes de escolta devem ter experiência mínima de 1 ano em vigilância patrimonial para desenvolver os serviços de escolta. Além disso, passam por cursos e devem receber autorização para o porte de armadas.

Este tipo de segurança tornou-se fundamental para o transporte de cargas preciosas nos dias atuais. A onda de violência crescente mostrou a necessidade deste tipo de ação preventiva para diminuir os riscos.

Esse serviço, de certa forma, garante às empresas a proteção que a Segurança Pública por vezes falha em conseguir. Afinal, com um território tão vasto, é difícil fazer-se presente em todas as vias, rodovias e ruas.

As empresas privadas perceberam a necessidade de combater a criminalidade contra bens de organizações e especializaram-se em mais este serviço para gerar a sensação de segurança que os parceiros buscam.

Monitoramento

O monitoramento é uma função muito comum em empresas que prestam segurança. Ele age em conjunto com as demais práticas para proporcionar a ampla ação das atividades.

Com uma boa equipe de monitoramento é possível prever ações criminosas e antecipar situações para evitar conflitos e combates. Minimiza a perturbação da ordem que pode interferir na rotina das empresas.

É parceiro de uma boa comunicação entre os profissionais e também ajuda a solucionar problemas que já foram causados.
Para isso, pode ser usado como uma ferramenta de análise para um planejamento de uma estratégia de segurança mais eficaz.

Como implementar segurança para empresas

A segurança patrimonial garante, por meio de dispositivos eletrônicos, veículos, vigilantes especializados, cães adestrados e procedimentos, a manutenção do patrimônio de uma corporação.

Fazendo uso de diversas medidas, o objetivo é proteger os interesses da empresa ao reduzir a probabilidade de a organização sofrer danos e perturbações dos seus ativos.

Assim, utilizando um plano de segurança patrimonial, os profissionais responsáveis por resguardar os bens de uma empresa irão garantir a estabilidade necessária para a execução das atividades-fim de uma companhia.

Tal qual o plano de segurança de patrimônio, o treinamento dos funcionários deve envolver uma empresa habilitada, estruturada e capacitada para essa atividade.

Ela deve ser regulamentada junto ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para prestar serviços de segurança na indústria, no comércio e em áreas residenciais.

O planejamento de um plano de segurança é fundamental e envolve diversas etapas, devendo ser adaptado para as necessidades de cada local, além de ter o total apoio dos gestores da companhia.

Após o levantamento do cenário externo e interno e dos principais riscos que a organização está submetida, o plano de segurança deve considerar principalmente as três etapas listadas a seguir:

Plano físico

Nessa etapa, as instalações da companhia são verificadas em busca de vulnerabilidades e riscos de invasão ou desvios.

Também são levantadas as necessidades de instalação de barreiras físicas, cercas e dispositivos eletrônicos para o monitoramento do local.

Circuitos fechados de TV (CFTV) com gravação, alarmes, sistemas de controle de entrada e saída de pessoas, veículos e materiais, leitores biométricos, catracas e sensores de presença são exemplos.

Eles devem estar conectados a uma central que, preferencialmente, deve estar localizada fora da empresa, garantindo a maior confiabilidade dos registros.

É bastante recomendado a existência de uma sala de vigilância blindada dentro da organização com acesso rigorosamente restrito.

No caso de uma invasão organizada, essa célula de segurança será fundamental para proteger a empresa e solicitar apoio externo.

A tecnologia pode te ajudar a diminuir a incidência de casos de roubo e invasões. As fechaduras digitais e câmeras IPs são aliadas, pois alertam os infratores da presença de um sistema de segurança preparado.

Plano operacional

Nesse momento, são definidas as normas operacionais da empresa. Elas regularão o comportamento de funcionários fixos, terceirizados, visitantes, fornecedores e clientes dentro do ambiente corporativo.

Isso é feito por meio de medidas como a diferenciação de cores de crachás de acordo com o perfil da pessoa.

Além disso, a proibição de celulares em áreas que lidam com dados sensíveis (que minimizam as possibilidades de informações importantes saírem de ambientes controlados) é outra prática importante.

Devem ser definidos, os horários de funcionamento de cada área da empresa e as pessoas autorizadas a circular por elas.

Um sistema de controle de acesso eletrônico devidamente parametrizado auxilia muito nesse processo.

As áreas críticas, com circulação de numerários ou cujo risco de desvios internos for maior deve existir um rigoroso processo de controle de acesso.

É recomendável que seja implantado um detector de metais na saída caso exista necessidade pelo tamanho dos materiais e equipamentos.

Além disso, essas áreas devem estar sempre monitoradas por câmeras de vigilância.

O controle de acesso de visitantes, veículos, funcionários e fornecedores é fundamental no plano operacional.

Deve existir um registro rigoroso de tudo o que entra e sai da organização, inibindo desvios e permitindo uma melhor rastreabilidade no caso de problemas ou sinistros.

As escalas operacionais e o posicionamento da equipe de segurança devem ser contempladas nesta etapa.

Trabalhar com escalas adequadas muitas vezes otimiza os recursos e melhora a segurança do local.

A forma de comunicação deve estar sempre muito bem planejada, definindo-se códigos e senhas para as diferentes situações que ocorrem e disciplinando a utilização do rádio HT e telefones.

Recomendamos sempre a existência de uma Central de Operações que centralize a comunicação e a coordenação das ações quando necessário.

Plano de contingência

A criação de um plano de contingência é indispensável para garantir que os funcionários saibam como agir caso algo não saia como previamente definido.

Ele deve envolver técnicas que darão o suporte necessário para que colaboradores e agentes possam enfrentar situações críticas com facilidade.

Isso diminui a possibilidade de prejuízos afetarem o funcionamento dos serviços internos.

No dia a dia, os vigilantes devem estar preparados para identificar ameaças ao funcionamento da companhia. Também devem estar aptos para prestar primeiros socorros caso necessário.

Caberá ao serviço de segurança patrimonial disponibilizar soluções que aumentam a proteção da empresa e de seus ativos.

Em função disso, o agente de segurança deve estar bem capacitado para trabalhar com foco na prevenção de incidentes.

Entre as boas práticas que um agente de segurança deve ter, podemos destacar:

  1. Evitar distrações: celulares, revistas, tablets e livros diminuem a atenção voltada para a salvaguarda do patrimônio corporativo;
  2. Manter a arma no coldre: a arma de fogo é um objeto cujo uso sempre deve ser evitado, mesmo para brincadeiras. Diante disso, vigilantes devem trabalhar sempre com a arma no coldre, garantindo a sua segurança e daqueles ao seu redor;
  3. Cumprir rigorosamente as normas de segurança: trabalhar seguindo cada detalhe do plano de segurança e as normas internas da companhia reduz o perigo e os fatores de risco durante a atividade dos profissionais de vigilância. As normas são aliadas dos vigilantes e permitem que eles possam efetuar as suas atividades rotineiras sem enfrentar imprevistos;
  4. Efetuar uma passagem de serviço e armamento segura: a troca de turnos e de armamentos deve ser feita em local isolado e seguro. A existência de um livro de passagem de serviço, registrando as principais ocorrências é importante para esse processo.
  5. Manter os vigilantes bem localizados: ao evitar que agentes de segurança fiquem aglomerados e fora de seus postos de serviço, possibilita maior produtividade do efetivo de segurança. Implantação de bastões de ronda que controlam e direcionam as ações dos vigilantes auxilia o trabalho de segurança.
  6. Ter profissionais com boa postura e comportamento: a confiança faz parte do trabalho de todos os profissionais da área. Um time de vigilantes deve sempre procurar ter uma boa postura de trabalho e efetuar suas atividades com discrição. Detalhes técnicos sobre os procedimentos de segurança e as estratégias de ação, por exemplo, jamais devem ser compartilhados com terceiros.

O trabalho dos vigilantes é a peça-chave para a manutenção da segurança patrimonial da companhia.

Eles atuarão em todos os ambientes, garantindo que os equipamentos de vigilância estejam funcionando corretamente.

Além disso, caberá ao profissional identificar vulnerabilidades e pessoas com atitudes suspeitas.

Diante disso, a seleção de profissionais bem preparados permite que os ativos de uma companhia fiquem mais seguros contra ataques e qualquer tipo de dano.

Por lei, eles devem ser formados em cursos autorizados pela Polícia Federal e passar por treinamentos de reciclagem a cada dois anos.

Além disso, uma das principais exigências para esse profissional é a ausência de antecedentes criminais.

Caso o uso de armas seja necessário, a empresa deve seguir os procedimentos rigorosos estabelecidos pela Polícia Federal.

Existem alguns erros muito comuns que devem ser evitados. Leia os 6 erros fatais na segurança de um condomínio.

Cursos para profissionais de segurança

Fica clara a necessidade de uma renovação das habilidades e reciclagem dos profissionais da equipe de segurança ao longo do tempo.

Isso porque o trabalho exige cuidados e atenção constante, o que faz com que o profissional esteja sob pressão e estresse a todo momento.

Melhorar a qualidade do serviço passa por práticas que devem habilitar e motivar o agente a sempre procurar as melhores saídas para a atuação.

Por isso, é importante que a equipe de segurança passe por um treinamento que ajude a estruturar a atuação para garantir a proteção do patrimônio.

Por: Aster