Análise do perfil dos moradores, quantidade de apartamentos, custo com cada um dos serviços e preocupação com a segurança são elementos necessários para escolher uma alternativa mais adequada.

 

Encontrar um modelo de portaria muitas vezes se torna para os síndicos uma missão mais difícil do que parece. Remota ou presencial, cada uma tem características próprias, desde o controle de acesso de moradores e visitantes através de videomonitoramento até o serviço mais tradicional de atendimento ao público na figura do porteiro. Mas como saber qual delas é a melhor opção para o seu condomínio?

O primeiro passo é entender o funcionamento de cada formato de portaria. A remota é aquela que tem como principal característica o atendimento a distância por meio de uma central de segurança 24 horas. Nesse caso, a presença física de um funcionário no local se torna dispensável. A presencial tem o controle de entradas e saídas, seja de moradores ou visitantes, feitas por uma pessoa com tal atribuição. Essa pessoa ainda auxilia em outras demandas, como o recebimento de encomendas e correspondências.

“A automação está presente em todos os processos da atividade humana, do campo à cidade. Atividade bancária e da medicina são exemplos. A produtividade e o maior controle sobre indicadores de falhas se somam à redução de custos. Alterações em edifícios ocorreram com a utilização de interfones e porteiros eletrônicos, mas ainda predomina a presença dos porteiros. A segurança condominial aproveita a oportunidade para integrar o subsistema de controle de acesso de pedestres e veículos na busca de melhoria da confiabilidade na Gestão do Sistema Integrado de Segurança”, detalha André de Pauli, que atua em São Paulo e é o primeiro consultor de segurança, independente de fornecedores de produtos e serviços, a escrever favoravelmente à modalidade remota.

Outros pontos são levados em consideração no ato da escolha, como análise do perfil dos moradores, a quantidade de torres, o valor do serviço e também a segurança. Um edifício predominantemente com mais pessoas idosas tende a se adaptar melhor à portaria presencial. No caso do condomínio ter poucos apartamentos, a portaria remota pode ser vantajosa por ter um custo menor.

O consultor aponta os pontos mais importantes que devem ser observados antes de implantar qualquer uma das opções de serviço de portaria remota ou presencial.

“O projeto de segurança deve ser elaborado por especialistas independente de fornecedores de produtos e serviços. Deve ser economicamente viável, tecnicamente exequível, eticamente sustentável e prontamente executável. Apresentar, previamente, indicadores de desempenho de manutenção, tais como: tempo médio entre falhas e tempo médio de restabelecimento à normalidade”, aponta Pauli.

 

Segurança com responsabilidade

Doutor e mestre em Engenharia de Produção, MBA em Gestão da Segurança Empresarial e Especialista em Administração da Segurança Pública, Izaias Otacílio da Rosa, de Santa Catarina, explica que a sensação de liberdade que cada uma das opções de portaria disponibiliza aos condôminos conta bastante para saber qual método aplicar.

“Gosto de utilizar a referência de que qualidade de vida é o equilíbrio entre liberdade e segurança. Nesse sentido, quanto maior for o emprego de soluções de segurança, talvez, se tenha uma sensação de que a liberdade coletiva está sendo comprometida”, diz Izaias, alertando ainda que muitas vezes o custo se sobrepõe à segurança no momento da escolha. “Contudo, quanto maior a facilidade em acessar o empreendimento, maior será a vulnerabilidade à concretização de eventos potencialmente negativos. Em nossas atividades encontramos situações onde a decisão foi motivada, exclusivamente, pela redução de custos condominiais, nesse caso, não se discute segurança. Em outros casos, a adoção de modelos remotos foi perfeitamente adequada”.

Izaias destaca, ainda, a questão da responsabilidade sobre os acessos ou autorizações. No caso da portaria presencial, isso quase sempre recai sobre o porteiro ou a pessoa responsável para tal, enquanto que na opção remota muitas vezes cabe ao próprio morador ou a distância por meio da central 24 horas.

“O controle de acessos com emprego de recursos humanos, independentemente de recursos tecnológicos agregados, está consolidado na intervenção ou monitoramento do acesso por parte de um profissional no local. Por sua vez, o controle de acessos com emprego exclusivo de recursos tecnológico, transfere para o usuário a responsabilidade dos processos de identificação e para a liberação e registros de acessos. Sendo que, ainda, é possível o emprego integrado dessas soluções, onde um usuário possa ser atendido, mesmo que a distância, por um profissional para a consecução de seus objetivos”.

Por CondominioSC