As câmeras corporais estão entre as principais tendências em segurança este ano, segundo o instituto de pesquisa Omdia. E essa tendência parece ter chegado ao Brasil. Em fevereiro, por exemplo, o governo de São Paulo anunciou a aquisição de 2,5 mil desses dispositivos para a Polícia Militar, com o objetivo de gravar automaticamente todas as atividades e transmiti-las, em tempo real, para as centrais.

Segundo o governo, as câmeras corporais contribuem decisivamente para fortalecer a produção de provas judiciais durante ocorrências criminais. Os registros também garantem os direitos individuais dos cidadãos e preservam a atuação dos policiais, garantindo mais transparência e legitimidade às ações da corporação.

Essa tendência não se restringe à segurança pública, alcançando também a segurança privada. A Eagle Eye Networks, especializada em vídeo vigilância conectada à nuvem, recentemente lançou uma câmera corporal 4G voltada especificamente ao uso comercial. O objetivo é parecido: melhorar a atuação dos funcionários, acionar respostas imediatas e, quando preciso, fornecer provas valiosas – tudo isso enquanto se protege bens e comunidades.

Segundo Dean Drako, fundador e CEO da empresa, a companhia tem notado um aumento de interesse em seus produtos nos últimos anos, em parte porque a pandemia fez com que os consumidores se preocupassem mais com suas casas e com sua segurança. Para popularizar as câmeras corporais, a ideia é pedir um preço semelhante ao cobrado pelas câmeras fixas.

“Vejo como uma aplicação sintonizada com o conceito de cidade inteligente. As novas câmeras corporais, conectadas diretamente à nuvem, podem proporcionar proteção extra aos guardas de segurança e mais tranquilidade aos moradores”, diz Drako.

 

Por Revista Security